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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Um KART com AEROFÓLIO? Pra que?

🔺Para explicar o funcionamento do aerofólio precisamos entender o princípio da:

Aerodinâmica 😜

A aerodinâmica é o estudo do movimento de fluidos gasosos, relativos às suas propriedades e características, e às forças que exercem em corpos sólidos neles imersos.
De uma forma geral a aerodinâmica, como ciência específica, só passou a ganhar importância industrial com o surgimento dos aviões e dos automóveis pois estes precisavam se locomover tendo o menor atrito possível com o ar pois assim seriam mais rápidos e gastariam menos combustível.
O estudo de perfis aerodinâmicos, ou aerofólios, provocou um grande salto no estudo da aerodinâmica. Neste início o desenvolvimento da aerodinâmica esteve intimamente ligado ao desenvolvimento da hidrodinâmica que apresentava problemas similares, e com algumas facilidades experimentais, uma vez que já haviam tanques de água circulante na época embora não houvessem túneis de vento. George Cayley é considerado o Pai da Aerodinâmica.

Downforce

Downforce é uma força que atua no sentido normal (perpendicular) ao plano de deslocamento de um aerofólio e é uma simplificação da 2a. Lei da Termodinâmica. Esta força é proporcional ao quadrado da velocidade de deslocamento, portanto, em tese, ATUA EM QUALQUER VELOCIDADE.
É inclusive muito fácil de sentir seu efeito. Trafegando a uma velocidade constante em um carro - não precisa ser muito rápido, a partir de 70km/h já é perceptível. Coloque uma mão em forma de concha para fora da janela - A concha deve estar virada para baixo. Você sentirá então duas forças agindo em sua mão - uma para trás, causada pelo ARRASTO AERODINÂMICO, e uma para cima, causada pelo EFEITO AERODINÂMICO.

Sua mão tenderá a subir - a força puxando-a  para cima aumenta à medida que a velocidade do ar circulando por ela aumenta e/ou o ângulo de ataque em relação à frente do "aerofólio" fica mais agudo - seria nossa conhecida regulagem da "asa". Este é o princípio da asa do avião e é aplicado nos carros de corrida em sua forma inversa - formato de asa de cabeça para baixo.
Assim fica fácil de perceber que em qualquer velocidade temos um "down force". O que muda, sim, é a relação desta força com o próprio peso do carro. Se a velocidade não for suficiente, o ganho de aderência produzido com o "down force" será irrisório e a relação ao peso do carro e seus efeitos, imperceptíveis.

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